
terça-feira, 26 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Como me filiar a um partido?

PARTIDOS POLÍTICOS
Os partidos políticos são peça fundamental no nosso sistema eleitoral, pois nenhum candidato pode ter candidatura avulsa, ou seja, candidatar-se sem estar filiado a algum partido. As principais caracteristicas, ver art. 17 da Constituição Federal:
Devem também se observar os seguintes preceitos:
- O partido tem que ter caráter nacional, ou seja, atuar no país todo;
O partido tem total liberdade para dispor sobre sua estrutura interna, organização e funcionamento, por conta do princípio da autonomia.
Antigamente, havia uma verticalização dos partidos, ou seja, as coligações feitas a nivel nacional deveriam ser reproduzidas a nivel estadual e municipal.
Por fim, qual a finalidade dos partidos políticos?
Os partidos destinam-se a assegurar a autenticidade do sistema representativos e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
você sabe o que é abuso de poder político?
Vou lhes dá um exemplo:
"Vai ficar um vazio nessa cédula e, para que esse vazio seja preenchido, eu mudei de nome e vou colocar Dilma lá na cédula", explicou Lula aos eleitores.
Também serve como exemplo de impunidade e desmoralização demorática.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Semi-Analfabetismo
Ando muito abstrata nos últimos posts né? Vamos ser um pouco mais objetivos então.Gente, tem coisa pior do que você conversar sobre política com uma pessoa que não sabe "P.N" e fala as coisas mais absurdas do mundo?
Na falta de argumento vai qualquer porqueira de saí da boca. Generalidades empobrecem e, muito, o debate.
Pior, tem ignorância maior do que votar em alguém só porque sua mãe ou seu pai vão votar?
É preciso que se conheça a proposta do governo de cada candidato, vocês estão votando, além do candidato, na proposta dele, porque mais importante que a pessoa é o governo. Então aí vai pra vocês se ligarem:
Proposta do Serra: http://www.propostaserra.com.br/
Proposta Dilma: www.dilma13.com.br/paginas/propostas
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
O analfabeto político - Bertold Brecht

quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Algumas considerações
Estou muito feliz hoje. Ainda a pouco, assistia a aula de uma professora, que, inclusive, é defensora pública e muito consciente de seu papel com cidadã, zeladora das instituições democráticas, enfim, uma idealista. Sempre respeitei-a e continuo a respeitar, pela pessoa íntegra que é.
Mas o que isso tem a ver com política?
Então, logo no início da aula, uma dita cuja resolve perguntar para a professora em que candidato ela votaria para presidencia, a pergunta foi feita logo no início da aula para todos ouvirem. A professora, então, respondeu: votarei no(a) candidato(a) X, por isso, por aquilo e por aquilo outro.
Eu já meio incomodada, fiquei esperando ela para de falar e continuar a aula, mas ai começou a falar mais e mais, trazendo novos argumentos a tona. Pronto, pra mim deu. Levantei a mão e disse que era injusto o que ela estava fazendo, não por ela ter se manifestado, claro que não. A liberdade de pensamento e escolha é livre. Conquanto, sempre que vejo alguém numa posição que não possibilite ou dificulte extramente o contraditório, me incomodo. Foi justamente o caso.
Uma professora, na condição de autoridade que tem perante a sala, na maioria das vezes fala o que bem entende e não abre para o debate, geralmente quando alguém vai contrapor o pensamento dele ou dela, logo este tem que prosseguir com a aula, pois já perdeu tempo demais, etc. Isso é incocebível. O pior é que os alunos ficam calados. Quantos indecisos não acabam tendendo para o pensamento do professor e votam no candidato que ele defendeu?
Claro que minha professora como ser humano que é, logo reconheceu o fato e elogiou minha atitude, argumentando que no momento em que considerei que havia uma injustiça, manifestei-me contra e acabei viabilizando o contraditório na minha sala, pois as pessoas que eram da oposição e estavam acuadas, se manifestaram e a situação se tornou justa.
O que quero chamar a atenção com esse fato, não é para gabar-me da do que fiz ou, simplesmente, criticar os professores. A minha finalidade é chamar a ateñção dos estudantes para essas atitudes déspotas. Afinal, só se monta em quem fica de quatro. Os estudantes estão cada vez mais passivos diantes das atrocidades, muitas vezes são coniventes e corroboram para situações como essa.
Gente, não se deve ter medo de manifestar o que se pensa. A coisa agora tá sendo no grito, quem quer chega, grita uma meia duzia de palavras e todo mundo baixa a cabeça e concorda. Qualquer um chega e diz que o candidato X roubou e fez isso e aculo outro e quem tá ouvindo toma aquilo como verdade e pronto e fica por isso mesmo.
Algum de vocês já ouviu algo sobre um candidato e foi fiscalizar? foi conferir se era verdade o que estava sendo alegado? Aposto que nem sequer uns 10% dos leitores.
Não tem direito a reclamar quem não se envolve. A gente colhe o que planta.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
and the winner is...
Hoje acordei com um sentimento de vitória. Não simplesmente por, permitam-me pela primeira vez manifestar algum tipo de preferência, ter votado na Marina e ela ter obtido todo esse respaldo político, mas pela moralização que esses 19,33% mostraram.Os votos da Marina foram os de quem não entregou os pontos, os de quem não concordou com o que foi feito no governo anterior, mas que também não está satisfeito com o governo atual. A Marina foi o voto de quem não desistiu, quem não votou como PROTESTO em qualquer IMBECIL e graças a Deus, em sua grande maioria, foi o voto dos jovens.
Vou explicar porque todo meu frenesi. Certa vez, estava no salão e ouvi uma senhora comentando que se o Brasil era um circo, nada mais digno que palhaços no poder, que a política estava desmoralizada e tudo isso mais que a gente costuma ouvir. Geralmente não costumo discutir com pessoas que possuem esse discurso, mas infelizmente tinham várias pessoas ouvindo e não podia deixar que depoimentos como esse influenciassem os outros que estavam no mesmo ambiente, então resolvi estabelecer uma espécie de "contraditório". Disse: "Minha senhora, ainda bem, que não é um jovem que está falando isso, porque o futuro será feito dos que estão vindo ou ainda estão por vir. A senhora perdeu completamente as esperanças, e somos nós, querendo ou não, que fazemos o governo, se fosse um jovem que estivesse falando isso, o nosso futuro político, de fato, estaria fadado ao fracasso."
E ela ficou furiosa, claro! chamei-a de velha e desesperançosa, obviamente ela ficou louca. Foi sim uma falta de educação, mas me tira do sério as pessoas jogarem anos de luta por liberdade democrática e simplesmente repugnarem nosso sistema de governo, entregando-o a ratos.
Os 19,33% foi quem não estava concordando com o cenário atual, mas não desistiu! buscou uma outra via, idealizou um novo Brasil. A juventude se importa sim com a constituição, com o voto, com o dinheiro público, com a saúde, educação, com o verde, com ideologias, enfim, não entregamos os pontos e estou muito feliz!
Um segundo turno frente ao PT, que nitidamente utilizou a máquina do governo para trabalhar em prol de seus candidatos, foi uma vitória. Quem diria que o Tasso caíria frente ao Pimentel? Na verdade o governo hoje faz o que quer e fará mais ainda, se deixarmos. Dilma já havia afirmado que:
Não sei se deveria comentar essa declaração porque bem sabemos que a candidata Dilma não é muito feliz em suas afirmações, mas mostra, no mínimo, um deboche do nosso sistema eletivo, da votação, de todos os recursos democráticos. Se é tão obvia a vitória da candidata, pra que gastar milhoes com eleições? Respeito candidata, respeito...
Agora é 2º turno, seja qual for o resultado das eleições, que seja respeitada nossa história, nossa Constituição e nosso povo. Votem conscientes meus amigos, nada de protesto por qualquer pateta.
Ah! e quanto aos jovens... Mandaram bem!
terça-feira, 28 de setembro de 2010
tátátátáaa chegando a hora!
Os debates estão fervendo, vocês já escolheram seus candidatos?
Pessoal, muito me preocupa comentários debochatórios da nossa democracia, é certo que nossos políticos não são um exemplo de moral e conduta ética, também não posso afirmar que com essa eleição tudo vai mudar, mas entregar os pontos, fazer piada, votar em palhaços como voto de "protesto" é assinar o nosso próprio fracasso.
Costumamos colocar a culpa nos políticos, mas o povo brasileiro no geral é corrupto, a corrupção começa na compra e venda de votos, na entrega de nossos pensamentos e ideologias a qualquer tipo de influência, o SEU voto é um voto isento de qualquer influência? é esse, realmente, depois de uma boa análise, o candidato que você vai querer que leve seu nome ao congresso?
Realmente o país precisa de uma reforma política, a obrigatoriedade do voto leva a votos de "protesto" que arrastam consigo vários outros candidatos que ninguém sabe sequer o nome. Gente política é o nosso dia a dia, a política tá no ar que respiramos, dizer que não gosta de política e cruzar os braços não vai resolver o problema, infelizmente, colhemos o que plantamos. O QUE VAMOS COLHER COM O TIRIRICA COMO REPRESENTANTE?
"Pior do que tá não fica." É pagar pra ver.
sábado, 11 de setembro de 2010
O seu candidato está nessa lista?
No site http://www.fichasuja.com.br/ você pode conferir por ordem alfabética a lista dos candidatos que possuem "ficha suja". terça-feira, 31 de agosto de 2010
Vote na Web

terça-feira, 24 de agosto de 2010
SENADO

quarta-feira, 18 de agosto de 2010
FICHA LIMPA

O ficha limpa é uma campanha da sociedade brasileira como um todo, para dar um pouco mais de dignidade a nossa política, melhorando um pouco a imagem dos nossos políticos. Para isso foi criado um projeto de lei de iniciativa popular, criando mais restrições para que alguém possa se candidatar para algum cargo eletivo, as condições de elegibilidade para que se adquira o direito de concorrer a cargos eletivos são mais rigorosas.
Esse projeto foi encabeçado pelo MCCE(movimento de combate à corrupção eleitoral), o qual é composto por 46 entidades espalhadas por todo o país, dentre elas OAB, CNBB, Ministério Público, etc.
O projeto Ficha Limpa circulou por todo o país e conseguiu mais de 1,3 milhão de assinaturas a seu favor! palmas pra iniciativa né pessoal? não são todos que tem coragem de exercer as prerrogativas que nossa democracia nos proporciona.
No dia 4 de junho de 2010, foi sancionada pelo Presidente da República a lei complementar n 135/2010, que prevê a lei ficha limpa.
Quem quiser conferir a lei na íntegra:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/LCP/Lcp135.htm#art2
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Em cena: Propaganda eleitoral

Até 30 de setembro, serão veiculados dois blocos de 25 minutos cada um, às terças, quintas e aos sábados , sempre às 7hrs e 12hrs no rádio e às 13h e 20h 30 na televisão.
Além do tempo previsto para os blocos, a propaganda eleitoral gratuita também será veiculada por mais 6 minutos diários, divididos em inserções de, no máximo, 60 segundos, distribuídos ao longo da progamação das emissoras, entre 8h e 24h, inclusive aos domingos.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Nem por isso esqueço de vocês, todo dia procuro algo legal pra postar sobre eleições. Tô com uns posts pra desenvolver e assim que tiver mais tempo coloco pra vocês.
Hoje tava lendo o jornal e vi uma matéria sobre a importância da internet pras eleições, confesso que achava que ela tinha um pouco mais de influência, mas vocês acreditam que no Brasil só 23,8% da população tem acesso a internet? fiquei chocada! a gente vive em outra realidade né? Achamos a internet tão comum, que é quase inconcebível imaginar que hoje em dia alguém não tem internet em casa. A TV continua sendo o principal veículo de propaganda eleitoral.
Sim, entrei nesse papo de internet nas eleições pra comentar o site que tomei conhecimento por meio do jornal, o http://www.repolitica.com.br/.
Você faz 8 perguntinhas e eles mostram qual o candidato que se enquadra no seu questinamento. No site tem votação para os mais corruptos, menos éticos, os mais populares, mais competentes, menos competentes e por ai vai, legal né? pelo menos pra tomar mais conhecimentos dos candidatos. Só que a quantidade de candidatos cadastrados ainda é pouca e fiquei um pouco decepcionada com meu resultado... nada pessoal, afinal foi o:
Odailson Sssanduiche PHS - CEGeral: 55% popular , 55% ético
Sem comentários. haiuahuaihaui sabia nem que o odailson tinha se candidatado!
ATENÇÃO: a partir de amanhã vai rolar propaganda eleitoral eim! na tv e rádio, todos de olho!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Número de vagas para deputados
O deputado estadual é o representante do povo, a nível de estado (por exemplo: Ceará, Rondônia, São Paulo, Rio Grande do Sul e por ai vai..) e que atuará na Assembléia Legislativa estadual, legiferando (fazendo leis) dentre outras competências dispostas na Constituição Federal, nossa Carta Magna. Lembre-se: A sua competência para legislar é dentro do estado;
Já o deputado federal é a voz do povo, serão eleitos também pelo estado, porém é um representante a nível nacional, atuará na câmara dos deputados, em brasília, e farão o equilíbrio de poder com o Senado Federal. Enquanto o deputado é o representante do povo, o Senado representa o estado enquanto membro da Federação brasileira, por exemplo, os senadores eleitos pelo Ceará irão representar o Ceará enquanto estado brasileiro.
Com relação ao número de vagas para deputados é aplicado o sistema proporcional, o numero de vagas vai variar de acordo com o tamanho da população de cada estado.
Câmara dos deputados (Federal): o número de vagas que cada unidade da federação tem direito a ocupar é proporcional a sua população, não podendo ser menor do que 8 e nem maior que 70.
Assembléias estaduais e distrital: também é proporcional à população de cada unidade federativa, ou seja, o estado e está relacionado ao numero de vagas do estado na câmara dos deputados.
Cada deputado federal, corresponde a 3 deputados estaduais, até completarem 36 deputados estaduais, depois disso, para cada deputado federal corresponde apenas um estadual.
Por exemplo: 8 deputados federais correspondem a 24 estaduais, 12 deputados federais correspondem a 36 estaduais, 22 deputados federais correspondem a 46 estaduais ( 12 federais equivalem a 36 estaduais, sobraram 10 federais pra fechar os 22, desses 10 cada um corresponde a 1 deputado estadual, formando os 46 estaduais) deu pra entender mais ou menos?
Aqui vai uma tabela completa pra vocês, com o nome do estado, o número de deputados federais e o número de deputados estaduais:
Acre 8 24
Alagoas 9 27
Amapá 8 24
Amazonas 8 24
Bahia 39 63
Ceará 22 46
Distrito Federal 8 24
Espirito Santo 10 30
Goiás 17 41
Maranhão 18 42
Mato Grosso 8 24
Mato Grosso do Sul 8 24
Minas Gerais 53 77
Pará 17 41
Paraíba 12 36
Paraná 30 54
Pernambuco 25 49
Piauí 10 30
Rio de Janeiro 46 70
Rio Grande do Norte 8 24
Rio Grande do Sul 31 55
Rondônia 8 24
Roraima 8 24
Santa Catarina 16 40
São Paulo 70 94
Sergipe 8 24
Tocantins 8 24
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Propaganda eleitoral
Art. 47, L. 9504
§ 2º Os horários reservados à propaganda de cada eleição, nos termos do parágrafo anterior, serão distribuídos entre todos os partidos e coligações que tenham candidato e representação na Câmara dos Deputados, observados os seguintes critérios :
I - um terço, igualitariamente; (até aí tudo bem, todo mundo tem direitos iguais!)
II - dois terços, proporcionalmente ao número de representantes na Câmara dos Deputados, considerado, no caso de coligação, o resultado da soma do número de representantes de todos os partidos que a integram. (é aqui que o bixo pega)
Agora vocês já sabem porque são feitas coligações (os partidos se "aglomeram") com um horror de partidos, porque quando eles se juntam, acumulam mais deputados e quanto mais deputados, mais tempo na propaganda eleitoral! fikdik!
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Curiosidades: A mulher e a política
As eleições se aproximam, e duas candidatas disputam a presidência. Pela primeira vez uma mulher tem chances reais de ocupar o cargo máximo da República. Engana-se, porém, quem pensa que “nunca antes” as brasileiras se interessaram pela vida pública. A luta de nossas avós por representação política vem de longa data. Foi um difícil processo, e muitas de suas reivindicações, hoje centenárias, ainda não foram atendidas.
A história começa no século XIX. O período, repleto de importantes transformações no cotidiano da população, também foi marcado por intensas tentativas de participação das mulheres nas discussões em favor de melhorias na sociedade. Sua arma? A pena, a escrita. No momento em que emergiam movimentos sociais como o socialismo e o sufragismo (campanha pela universalização do direito de voto), elas não usaram apenas a voz, mas, sobretudo, as palavras como instrumento de luta.
Uma das pioneiras foi Nísia Floresta. Nascida na pequena localidade de Papari, no Rio Grande do Norte, casada contra a vontade aos 13 anos, logo abandonou o marido e, em 1832, já sustentava mãe e filhos com o salário de professora. Em 1832, publicou #Direitos das mulheres e injustiças dos homens#, artigo em que enfrentava os preconceitos da sociedade patriarcal, exigindo igualdade e educação para todas.
Segundo Nísia, a situação de ignorância em que eram mantidas era responsável pelas dificuldades que as mulheres enfrentavam. Submetidas a um círculo vicioso, não tinham instrução e não podiam participar da vida pública. Não participando da vida pública, continuavam sem instrução. Alguns anos depois, já instalada no Rio de Janeiro, Nísia passou a realizar conferências defendendo a emancipação dos escravos, a liberdade de culto e a federação das províncias sob um sistema de governo republicano.
Na mesma época, no extremo oposto do Império, Ana de Barandas se opôs à Revolução Farroupilha. Advogando em favor da participação das mulheres na luta política, colocava-se contra a separação da província do Rio Grande do Sul. E não o fazia só: Delfina Benigna da Cunha e Maria Josefa Barreto usaram versos, redondilhas e panfletos para acusar de anarquistas os partidários da separação. Atacadas pelo sexo oposto por seu envolvimento em ações políticas, eram defendidas por Ana de Barandas: “Tendo nós os mesmos atributos (...) por que autoridade não haveis de querer que nós outras não façamos uso desse admirável presente que recebemos do Criador?!”.
Enquanto isso, na sede da corte, o Rio de Janeiro, a poetisa Narcisa Amália, primeira mulher a se profissionalizar como jornalista, compartilhava as preocupações de jovens intelectuais de sua geração. Eles colocavam a pena a serviço das ideias democráticas e progressistas, da modernização da nação e da elevação do nível cultural e material da população. A percepção da necessidade de educação unia as agendas femininas, de norte a sul: “Sem a instrução popular – dizia Narcisa – a democracia jamais passará de uma dourada quimera”.
Depois do golpe militar que proclamou a República, em 1889, a vida urbana se acelerou e as indústrias se multiplicaram. Imigrantes trabalhavam mais de 12 horas diante de máquinas, nas piores condições de salubridade. A melhor porta-voz de suas dificuldades foi Patrícia Galvão, mais conhecida pelo pseudônimo Pagu.
Desde cedo dedicada às letras, Patrícia participou da Semana de Arte Moderna de 1922, colaborando com a Revista de Antropofagia. Conheceu Luís Carlos Prestes, com quem dizia ter “se feito ciente da verdade revolucionária”. Seu romance Parque industrial, publicado em 1922, provocou escândalo por seus ataques à sociedade paulistana, pela revelação das atrozes condições de vida dos operários e pela desmistificação da figura feminina fora do espaço doméstico.

Em 1931, Pagu filiou-se ao Partido Comunista e criou o pasquim O Homem do Povo, de curta duração. A militância política absorveu-a completamente, razão pela qual foi presa várias vezes, no Brasil e no exterior. Em 1950, sua inquietação política a levou a candidatar-se a deputada estadual pelo Partido Socialista Brasileiro, sem sucesso.
As mudanças trazidas pelo novo sistema político abriram caminho para a criação de organizações de luta. O Partido Republicano Feminino foi fundado em 23 de dezembro de 1910, tendo como sua primeira presidenta a feminista baiana Leolinda Daltro. A organização se propunha a promover a cooperação feminina para o progresso do país, combater a exploração relativa ao sexo e o mais importante: reivindicava o direito ao voto. A discussão sobre o tema vinha se arrastando desde 1880, e em novembro de 1917, Leolinda e suas companheiras levaram às ruas do centro da capital dezenas de simpatizantes do sufrágio universal.
Depois, foi a vez da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino. Lideradas pela bióloga Bertha Lutz, as sufragistas encontraram no senador Juvenal Lamartine um aliado na luta pelo voto. A parceria foi duradoura, pois ela acompanhava o político em seus deslocamentos. Junto com Carmem Portinho, Bertha aproveitava para fazer discursos, distribuir panfletos e dar entrevistas.
Em 1930, começou a tramitar no Senado o projeto que garantiria o direito de voto às mulheres, mas com a revolução as atividades parlamentares foram suspensas. Depois da vitória das forças democráticas, foi nomeado um grupo de juristas encarregado de elaborar o novo código eleitoral. Entre eles estava Bertha, formada então em direito também.
A Revolução Constitucionalista atrasou mais uma vez a aprovação do projeto. Só em fevereiro de 1932, Getúlio Vargas assinou o tão esperado direito de voto. Bertha elegeu-se deputada federal em 1936 e teve uma carreira política nacional e internacional brilhante.
Durante o governo militar uma importante educadora se tornou a primeira ministra de Estado: Ester de Figueiredo Ferraz. Socióloga e psicóloga, docente de direito penal na Faculdade de Direito da USP, reitora da Universidade Mackenzie entre 1965 e 1971, foi convidada pelo presidente João Batista Figueiredo para ocupar o cargo de ministra da Educação e Cultura entre 1982 e 1985.
Não foi a única a apoiar o regime. Em plena Guerra Fria, um movimento político mobilizou milhares de mulheres em várias cidades brasileiras: a Campanha da Mulher pela Democracia (Camde). Sob o lema “Deus é a verdade. Democracia e Liberdade” e a presidência de Amélia Molina Bastos, a organização patrocinou intensa campanha nas ruas por meio de “marchas” contra o comunismo.
Do outro lado do espectro político, inúmeras mulheres passaram para a clandestinidade, lutando contra o regime instalado: Elza Monnerat, Elizabeth Teixeira, Clara Sharf, Damaris Lucena, entre outras, algumas das quais morreram em combate contra a repressão.
Durante a década de 1970, houve muito entusiasmo e participação feminina nas mais diversas discussões sobre o papel da mulher na sociedade. Clubes de mães, associações de donas de casa e movimentos populares da periferia azeitavam as lutas por melhores condições de vida.
Nas fábricas, as trabalhadoras combatiam o "machismo" dos dirigentes sindicais e lutavam por justiça e cidadania. Delegadas se reuniram no Pacto de Unidade Intersindical de São Paulo enquanto os congressos de mulheres metalúrgicas e a participação nas greves do ABC se multiplicavam.
Na mesma época, as trabalhadoras rurais começaram a se unir e a participar das lutas sindicais e do Movimento dos Sem-Terra. O centenário da Abolição, em 1988, marcou, por sua vez, a discussão de temas como racismo, educação, trabalho e saúde entre mulheres negras. Nesse período também surgiram grupos como o Somos, porta-voz de mulheres com diferente orientação sexual, que lutavam contra o preconceito e a violência.
A década de 1980 foi marcada pela criação de políticas específicas para mulheres. Com a redemocratização, o então presidente José Sarney enviou ao Congresso o projeto de lei criando o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), que desempenhou um papel fundamental durante a Constituinte de 1988, representando os interesses femininos nas discussões do Parlamento. Criou-se um lobby nacional, o "lobby do batom", como ficou conhecida a atuação da bancada feminina no Congresso Nacional, destacando-se aí Heloneida Studart. A perfeita sintonia com os movimentos populares permitiu a aprovação de mais de 80% das reivindicações encaminhadas aos congressistas na área dos direitos da mulher.
Depois dessa bela caminhada, capitaneada por mulheres corajosas e idealistas, o que temos hoje? O feminismo contemporâneo multiplicou-se em mais de mil grupos espalhados pelo país atuando em diferentes setores por meio de ONGs, rádios, universidades, projetos educativos e de saúde. Em plena democracia, não há mais obstáculos para a representação de mulheres no Congresso.
Pode-se dizer que, se alguém conquistou plena igualdade política, foram as brasileiras. Elas fazem campanhas e são eleitas, sem as perseguições movidas no passado como, por exemplo, a que atingiu Bertha Lutz, acusada de fraude eleitoral. E a igualdade com os políticos é absoluta: elas têm isonomia no horário político eleitoral e não encontram barreiras para o financiamento de suas campanhas. 
Os jornais e a mídia, no entanto, nos mostram outra forma de igualdade, muito menos nobre: nossas eleitas roubam, gastam cartão corporativo e mentem como seus pares do sexo masculino. Integram “mensalões”, “mensalinhos” e dossiês de todo o tipo. Às vezes, na primeira linha. Outras, nos bastidores. Parecem ter esquecido da agenda arduamente amadurecida durante o movimento de redemocratização do país ou inspirada nas lutas feministas internacionais, principalmente na França e nos Estados Unidos.
No Brasil, continuamos sem ações eficientes que atendam direta e majoritariamente os problemas femininos, como gravidez na adolescência, aumento de creches e de programas de saúde para a terceira idade e educação para a inserção profissional da mulher. O individualismo, tão presente na pós-modernidade, parece ter desfeito os laços antes forjados. Quanto às nossas candidatas à presidência, saídas de um ambiente político majoritariamente deteriorado, o que terão a oferecer de novo, quando as alianças partidárias para a eleição continuam a se escorar na corrupção? A história já demonstrou que só a diferença sexual não basta.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Declaração de bens dos candidatos à Presidência da República
E quanto aos bens dos nossos presidenciáveis e de seus vices?! Desde que o Brasil é Brasil – e até antes d’ele ser Brasil! – pagamos um sem-número de impostos sem que tenhamos a devida contra-prestação em serviços de educação, de saúde, de segurança... Com isso, torna-se inevitável a pergunta: Para onde vai tanto dinheiro?
Todos nós acabamos por fazer comentários sobre supostos desvios de verbas públicas; sobre enriquecimento ilícito de alguns representantes do povo; sobre aquele prefeito cujo filho apareceu com um carro importado da noite para o dia... Enfim. Como saber para onde está indo o dinheiro que deveria, mas não retorna para o povo?
Nesses casos, o primeiro lugar a se procurar é na mão dos próprios representantes, certo!? E por que será que nos interessamos tão pouco pelos bens deles?... Preguiça de procurar, né?! Deixemos de preguiça! É do nosso próprio dinheiro que estamos falando! Além disso, pode-se encontrar em qualquer site, pesquisando pelo Google.
Como o carro-chefe dessas eleições é, sem dúvida, o cargo de Presidente da República, comecemos pelas declarações de bens dos nossos atuais candidatos à presidência. Tal declaração é um dos requisitos para registro de qualquer candidato a cargo eletivo, conforme determina o Código Eleitoral em seus artigos 93, caput, e 94, parágrafo primeiro, inciso VI, aqui transcritos:
Art. 93. O prazo da entrada em cartório ou na Secretaria do Tribunal, conforme o caso, de requerimento de registro de candidato a cargo eletivo terminará, improrrogavelmente, às dezoito horas do nonagésimo dia anterior à data marcada para a eleição.
Art. 94.O registro pode ser promovido por delegado de partido, autorizado em documento autêntico, inclusive telegrama de quem responda pela direção partidária e sempre com assinatura reconhecida por tabelião.
§ 1º O requerimento de registro deverá ser instruído:
(...) VI - com declaração de bens, de que constem a origem e as mutações patrimoniais.
A importância de se ter conhecimento acerca das posses dos candidatos é óbvia: verificar – em parte – aquilo que eles tinham antes de serem eleitos, e o que ganharam depois disso. Como padrão, vou seguir a mesma ordem do primeiro post, com candidatos e seus respectivos vices, bem como a previsão de custo das campanhas:
Dilma Rousseff (PT): R$ 1.066.347,47 (milhão)
Michel Temer: R$ 6.052.779,19 (milhão)
Previsão de custos na campanha: R$ 157 milhões.
Ivan Pinheiro (PCB): R$ 355.800,00 (mil)
Edmilson Costa: R$ 200.000,00 (mil)
Previsão de custos na campanha: R$ 200 mil.
José Serra (PSDB): R$ 1.421.254,87 (milhão)
Índio da Costa: R$ 1.448.230,18 (milhão)
Previsão de custos na campanha: R$ 180 milhões.
José Maria de Almeida (PSTU): R$ 16.000,00 (mil)
Cláudia Durans: Nenhum bem declarado.
Previsão de custos na campanha: R$ 16 mil.
José Maria Eymael (PSDC): R$ 3.113.866,58 (milhão)
Zé Paulo: R$ 138.213,83 (mil)
Previsão de custos na campanha: R$ 25 milhões.
Levy Fidélix (PRTB): R$ 150.724,54 (mil)
Luiz Duarte: R$ 219.390,00 (mil)
Previsão de custos na campanha: R$ 10 milhões.
Marina Silva (PV): R$ 149.264,38 (mil)
Guilherme Leal: R$ 1.197.729.991,00 (bilhão)
Previsão de custos na campanha: R$ 90 milhões.
Plínio de Arruda Sampaio (PSL): R$ 2.147.104,06 (milhão)
Hamilton Assis: R$ 19.000,00 (mil)
Previsão de custos na campanha: R$ 900 mil.
Rui Costa Pimenta (PCO): R$ 80.000,00
Edson Dorta: Nenhum bem declarado.
Previsão de custos na campanha: R$ 100 mil.
Mas, atenção! Essa pode ser apenas uma parte dos bens que estão sob o domínio dos candidatos, já que outros bens podem estar declarados em nome de seus cônjuges, descendentes, etc. E mais: observe tanto os números quanto os bens aos quais eles correspondem, pois são passíveis de representar os principais interesses do(a) nosso(a) futuro(a) Presidente e Vice.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Quem é quem no jogo do bixo
Dilma Rousseff - Partido dos Trabalhadores

Ivan Pinheiro - Partido Comunista Brasileiro

José Serra - Partido da Social Democracia Brasileira

José Maria de Almeida - Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado

José Maria Eymael - Partido Social Democrata Cristão

Levy Fidélix - Partido Renovador Trabalhista Brasileiro

Marina Silva - Partido Verde

Plínio de Arruda Sampaio - Partido Socialismo e Liberdade

Rui Costa Pimenta - Partido da Causa Operária
Já que falamos de democracia..

esse blog precisa dar oportunidade a todos! que graça tem ficarem me lendo direto? hoje acordei pensando no blog, me deu uma vontade de ler textos sobre o que as pessoas, que a gente vê cotidianamente, pensam sobre as várias esferas das eleições, desde a importância do direito ao voto até a vida dos candidatos, etc. Então já comecei a convidar pessoas interessantes, e logo (eu espero!), estarei postando aqui os artigos.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Caminhandooo..
Qual é a duração e o limite do *mandato para cada cargo?
Hoje, o mandato para presidente da República é de quatro anos, com limite de dois mandatos, o mesmo tempo vale para governador.
Senador tem mandato de oito anos, com possibilidade de reeleições sucessivas e sem limites.
Os deputados federais, estaduais e distrital têm mandato de quatro anos, com possibilidade de reeleições sucessivas e sem limites.
Quais as datas das votações?
O primeiro turno ocorrerá no dia 3 de outubro, conforme o calendário eleitoral de 2010 divulgado em julho pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Caso nenhum dos candidatos obtenha a maioria absoluta dos votos válidos, haverá segundo turno para a escolha de presidente e governadores. Nesse caso, a data estabelecida pelo TSE é 31 de outubro.
Quais são as regras para a propaganda eleitoral em 2010?
Só o que se vê no noticiário é o Serra sendo multado, a Dilma também.. afinal, a partir de quando será permitida a propaganda eleitoral?


Ela será permitida a partir do dia 6 de julho, depois que todos os candidatos já estiverem registrados.
No rádio e na TV, o horário eleitoral gratuito do primeiro turno terá início no dia 17 de agosto e terminará em 30 de setembro.
Se houver segundo turno, a propaganda deve começar até 16 de outubro e será veiculada até o dia 29.
*Mandato: O mandato eletivo é o tempo que o candidato eleito terá para ficar de posse do seu cargo.
O básico do básico!
Além do presidente da República, também serão eleitos governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distrital(no caso de Brasília).
No Senado, 54 das 81 cadeiras estarão em disputa. Cada estado tem direito a três assentos (galera do direito: princípio da isonomia dos estados), porém, nunca os três estão em disputa, em uma eleição são eleitos 2 (dois) senadores, e na eleição seguinte 1 (um) senador. Em 2010 serão eleitos dois senadores por estado.
No caso da Câmara, todas as 513 cadeiras estarão em disputa, e cada estado tem direito a um número diferente de deputados federais, dependendo de seu número de habitantes.
Nas Assembléias Legislativas (e na Câmara Legislativa do Distrito Federal), todos os 1.057 assentos do país deverão ser disputados, lembrando que o número de deputados em cada estado varia de acordo com sua população.
Uma pequena contribuição
Acredito que esse é o sentimento que a maioria das pessoas têm diante da democracia brasileira, de que um voto a mais ou um voto a menos não fará a menor diferença. Afinal de contas, "eles" acabam colocando sempre quem querem no poder. Só que "eles" na verdade dependem de "nós" e da nossa consciência de cidadão diante de uma democracia, caso contrário a bela expressão "Estado Democrático de Direito" e nada é a mesma coisa.
Diante disso, e sentindo a obr
igação de fazer meu diminuto papel na condição de beija-flor diante do incêndio, vou ficar postando informações básicas sobre as eleições, pra que vocês se inteirem do mínimo necessário para um voto consciente.Entendam, não estou dizendo que vocês são "alienados". É simplesmente pelo fato de que as eleições, para a grande maioria das pessoas, é um saco, as quais acabam levando meio que "com a barriga", e votando de qualquer jeito, muitas vezes só sabendo em cima da hora pra quais cargos serão feitas as eleições ou até mesmo o candidato que irá votar.
Espero que consiga expor de uma forma não muito chata e que vocês consigam me aturar pra que eu possar fazer meu papel de cidadã de forma efetiva (risos).
Obrigada pela atenção e enjoy it! =]

